A Câmara Municipal de Santa Bárbara d’Oeste realizou, na noite desta segunda-feira (18), a Semana de Combate à Pedofilia, iniciativa promovida pelo vereador Carlos Fontes, autor da Lei Municipal nº 3.080/2009. O evento reuniu autoridades, profissionais da área da infância e adolescência, lideranças religiosas e representantes das forças de segurança para discutir ações de prevenção e enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes.
Além de Carlos Fontes, participaram da atividade o vice-prefeito Felipe Sanches, o presidente da Câmara, Júlio César Kifú, o promotor da Infância e da Juventude, Dr. Luiz Fernando Garcia, representantes das polícias Civil e Militar, da Guarda Civil Municipal, conselheiros tutelares, além de líderes religiosos que atuam diretamente com crianças e famílias e demais pessoas interessadas no tema.
Durante a programação, a psicóloga Kimberly Sakamoto abordou os impactos psicológicos do abuso sexual infantil, os sinais de alerta e a importância do acolhimento das vítimas. Em sua apresentação, ela destacou que a maioria dos abusos ocorre dentro de ambientes familiares ou entre pessoas conhecidas da criança, alertando para a necessidade de diálogo, observação e fortalecimento da rede de proteção. A palestrante também chamou atenção para os riscos da internet e para a vulnerabilidade de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que podem ter maior dificuldade em identificar situações de perigo e denunciar abusos.
Já a psicopedagoga Ana Cláudia Conrado enfatizou a importância da prevenção por meio da informação acessível e da educação das crianças sobre o próprio corpo, limites e situações de risco. A palestrante ressaltou que crianças com deficiência e crianças atípicas apresentam maior vulnerabilidade e defendeu o uso de linguagem simples, recursos visuais e materiais educativos específicos para facilitar a compreensão e a autoproteção. Ela também destacou a importância de ensinar às crianças que podem pedir ajuda a adultos de confiança e que relatos de abuso devem ser sempre acolhidos com atenção e sem julgamentos.
Ao longo do encontro, os participantes reforçaram a necessidade da união entre poder público, escolas, famílias, igrejas e sociedade civil para ampliar a conscientização e fortalecer mecanismos de proteção à infância. A programação também lembrou o caso de Araceli Cabrera Crespo, menina de 8 anos assassinada em 1973, em Vitória (ES), que se tornou símbolo nacional da luta contra o abuso e a exploração sexual infantil.
Publicado em: 18/05/2026 21:49:37
Publicado por: Fernando Campos - Mtb 39.684